terça-feira, 17 de abril de 2012

DESPEDIDA


Em nossa caminhada existem inícios e fins... terminar algo por vezes nos remete a momentos tristes, porém é válido transformarmos estas situações em experiências de vida, aprendizado que nos leva a caminhar mais firmes e mais sábios diante de todas as situações que nos são apresentadas continuamente.
Hoje nos foi comunicada a saída da coordenadora dos Orientadores Educacionais. Desejamos a ela sucesso em sua nova caminhada e damos as boas vindas a pessoa que assumirá seu lugar, lugar que foi marcado pela simpatia, amizade, comprometimento por parte desta pessoa a quem aprendemos a admirar.
Que a nova caminhada continue sendo significativa, pois nós Orientadores Educacionais, somos uma família, cientes da nossa responsabilidade e compromisso enquanto educadores.
Um novo fim surge... 
Este blog foi por mim idealizado e com o aval da até então coordenadora, dei o pontapé inicial para termos um canal de trocas de informações e experiencias, único e exclusivo motivo para o tal existir. 
Apesar de ainda ser funcionária de Município, atualmente encontro-me permutada, por este motivo e também com a mudança de coordenação, acredito ser o correto encerrar este blog.
Agradeço o carinho de algumas orientadoras e venho aqui deixar o meu até breve, 
Suzanne Rodrigues


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ministérios da Cultura e da Educação querem tornar escolas públicas espaço de produção

Os ministros da Cultura, Ana de Hollanda, e da Educação, Fernando Haddad, assinam hoje (8) acordo de cooperação técnica sobre a política de cultura para a educação básica. Será às 11h no Ministério da Cultura. O objetivo é fazer da escola um espaço de produção. O pacto prevê, inicialmente, seis ações entre as duas pastas, com orçamento estimado em R$ 80 milhões.

Projetos como os Pontos de Cultura, Pontos de Memória (museus), as Bibliotecas, os Agentes de Leitura, o Cine Mais Cultura e os espaços culturais estão entre as ações previstas no acordo a serem implementadas nas escolas públicas a partir do próximo ano. A ideia é possibilitar também maior acesso dos alunos a livros de arte e a demais acervos culturais. Está prevista ainda a formação continuada dos professores de arte e a definição de uma política de cultura para os currículos escolares.


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

1º Seminário sobre Políticas Públicas em Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

O Núcleo de Educação e Cidadania (Nuec) da UFF, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, realiza o 1º Seminário sobre Políticas Públicas em Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, no dia 26 de novembro, das 9h às 13h, na Rua General Castrioto, 589, Barreto, Niterói.

O evento faz parte do curso Estatuto da Criança e do Adolescente no Contexto Escolar – financiado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC –, que contemplou profissionais da educação básica de nove municípios do Rio de Janeiro. 

Outras informações pelo e-mailnuecproex.uff@gmail.com ou pelos telefones 2629-2478 e 2629-2479. 





Fonte: http://www.noticias.uff.br/noticias/2011/11/seminario-debatera-direitos-crianca.php

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Educação Nos Tempos Atuais – IV CICLO de Palestras

ORIENTADOR EDUCACIONAL : EM EXTINÇÃO? OU EM EMANCIPAÇÃO ?
Desafios dos NOVOS TEMPOS?
A ESCOLA DO FUTURO E A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
Metas e estratégias para 2012.
Homenagem a ASFOE e ao dia dos Orientadores Educacionais

PROGRAMAÇÃO

08:30h Credenciamento
09h Abertura
09:30h às 10:30h I Palestra: "Dificuldades Escolares e Dificuldades Familiares"
10:45h Coffee Break
11:10h às 12:20h II Palestra: "Conseguimos Ensinar? Pergunte ao cérebro!"
12:30h às 13:30h Peça Teatral para prevenção do uso de drogas
13:30h às 14:14h Mesa de debate com profissionais:  Mirian Paúra dentre outros.


Entrada: 1 lata de leite em pó e 1 brinquedo






sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Escolas públicas contarão com apoio das instituições federais


Sexta-feira, 21 de outubro de 2011 - 12:43

O Programa Olimpíadas Escolares, da Secretaria de Educação
Básica (SEB) do Ministério da Educação, terá a participação das
universidades federais e dos institutos federais de educação,
ciência e tecnologia. As diretrizes sobre a participação dessas
instituições no programa foram estabelecidas por resolução
ministerial.

A aproximação de universidades e institutos federais com as
escolas públicas está entre as diretrizes do Plano Nacional de
Educação (PDE). Lançado em abril de 2007, o plano tem como
princípio a visão sistêmica do ensino, da creche à pós-graduação.

No Programa Olimpíadas Escolares, são atribuições de univer-
sidades e institutos federais a estruturação da equipe técnica
de planejamento, logística e infraestrutura, do banco de dados,
da administração, da pesquisa e do desenvolvimento; a criação
e a produção de material pedagógico e informativo para uso nas
olimpíadas; a coordenação técnica e a execução do projeto; a
realização de eventos e as premiações regionais e nacional.

As instituições federais vão, ainda, identificar talentos entre
estudantes das redes públicas e promover seu desenvolvimen-
to escolar; identificar iniciativas pedagógicas e ajudá-las na
qualificação; realizar atividades de formação que contribuam
para o processo de reformulação das práticas de ensino nas
escolas.

Participa da realização das olimpíadas escolares, além da SEB,
o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Resolução MEC nº 57, de 19 de outubro de 2011, foi publica-
da no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 21, seção 1,
páginas 102 e 103.

Assessoria de Comunicação Social

Governo desiste de ampliar ano letivo, diz secretária de Educação Básica


BRASÍLIA - A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, disse nesta quinta-feira, nas páginas pessoais dela no Twitter e no Facebook, que o governo desistiu da ideia de ampliar os dias letivos das escolas de educação básica. A proposta havia sido anunciada pelo ministro Fernando Haddad em setembro, como forma de ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola.
O MEC não confirma oficialmente a decisão, mas, segundo Pilar, o ministro reuniu-se com entidades que representam professores, estudantes, gestores e universidades e o consenso é que os atuais 200 dias letivos sejam mantidos. A ampliação deverá se dar pela ampliação da jornada diária.
- O Legislativo receberá a proposta consensuada nessa reunião e assumida pelo MEC - disse Pilar, sem definir qual seria o mínimo de horas-aula.
Atualmente, o ano letivo tem 200 dias, com carga horária de 800 horas. O aumento de quatro para cinco horas diárias, por exemplo, ampliaria a carga horária para mil horas. Em alguns países da Europa, Ásia e até mesmo da América Latina, a jornada chega a 1,2 mil horas anuais, como no México, ou 1,1 mil horas, como na Argentina.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/10/20/governo-desiste-de-ampliar-ano-letivo-diz-secretaria-de-educacao-basica-925622980.asp#ixzz1bQMis4FQ 
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Mediador da Escola / Elo entre educadores, pais e estudantes, o orientador educacional atua para administrar diferentes pontos de vista.


O mediador da escola

Elo entre educadores, pais e estudantes, o orientador educacional atua para administrar diferentes pontos de vista.

Daniela Almeida

Antes tido como o responsável por encaminhar os estudantes considerados "problema" a psicólogos, o orientador educacional ganhou uma nova função, perdeu o antigo e pejorativo rótulo de delegado e hoje trabalha para intermediar os conflitos escolares e ajudar os professores a lidar com alunos com dificuldade de aprendizagem. 

Regulamentado por decreto federal, o cargo é desempenhado por um pedagogo especializado (nas redes públicas, sua presença é obrigatória de acordo com leis municipais e estaduais). Enquanto o coordenador pedagógico garante o cumprimento do planejamento e dá suporte formativo aos educadores, ele faz a ponte entre estudantes, docentes e pais. 

Para ter sucesso, precisa construir uma relação de confiança que permita administrar os diferentes pontos de vista, ter a habilidade de negociar e prever ações. Do contrário, passa a se dedicar aos incêndios diários. "Garantir a integração dos atores educacionais e avaliar o processo evita a dispersão", explica Sônia Aidar, titular do posto na Escola Projeto Vida, em São Paulo. 

É também seu papel manter reuniões semanais com as classes para mapear problemas, dar suporte a crianças com questões de relacionamento e estabelecer uma parceria com as famílias, quando há a desconfiança de que a dificuldade esteja em casa. "Antes, o cargo tinha mais um enfoque clínico. A rotina era ser o responsável por encaminhar alunos a especialistas, como médicos, fonoaudiólogos etc.", explica Sônia. 

Recentemente, o orientador passou a atuar de forma a atender os estudantes levando em conta que eles estão inseridos em um contexto social, o que influencia o processo de aprendizagem. "Essa mudança tem a ver com a influência de teóricos construtivistas, como Jean Piaget (1896-1980), Lev Vygostky (1896-1934) e Henri Wallon (1879-1962), nos projetos pedagógicos das escolas, cada vez mais pautados pela psicologia do desenvolvimento - o estudo científico das mudanças de comportamento relacionadas à idade durante a vida de uma pessoa." 

Em algumas redes, como em Guarulhos, na Grande São Paulo, essa ajuda vem de fora. A organização não-governamental Lugar de Vida, por exemplo, foi contratada pela prefeitura para prestar o serviço de orientação. O programa foi pensado para que a equipe da escola tenha encontros quinzenais, de duas horas cada um, com o pessoal da entidade para falar sobre dificuldades diversas. 

As primeiras reuniões geralmente se iniciavam com um longo silêncio, mas terminavam com os participantes contando experiências muitas vezes traumáticas. "Percebi logo que não se costuma falar sobre esses problemas. Os docentes têm dificuldade em compartilhá-los com seus pares e, com isso, acabam por não resolvê-los", conta Fernando Colli, psicanalista e coordenador da Lugar de Vida. 

Quando essa dinâmica está incorporada à unidade de ensino, o trabalho flui de forma mais contínua. Para mostrar como isso funciona, ouvimos três orientadores com perfis distintos. Todos foram convidados a narrar seu dia-a-dia em textos em primeira pessoa - você confere o resultado abaixo. 

Maria Eugênia de Toledo, da Escola Projeto Vida, fala sobre como é lidar diretamente com crianças e jovens. O relato de Lidnei Ventura, da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes, em Florianópolis, é um bom exemplo da rotina de quem trabalha lado a lado com os professores. E Suzana Moreira Pacheco, titular do posto na EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, conta como é ser o elo com a comunidade.

Convívio e parceria com os estudantes 
Foto: Rodrigo Erib
Foto: Rodrigo Erib

"Meu nome é Maria Eugênia Toledo e, desde 2002, sou orientadora responsável por sete turmas do 6º e do 7º ano da Escola Projeto Vida, em São Paulo. A demanda de acompanhamento dos jovens é grande. O desafio é não descuidar do coletivo, ao mesmo tempo que desenvolvemos uma série de intervenções individuais.

Recentemente, precisei sentar e conversar com um aluno que fez uma coisa errada. Os professores reclamavam que ele dava trabalho e provocava os colegas. Em nossa conversa, ele chorou muito e desabafou: ninguém enxergava suas qualidades. Eu disse: 'Você tem de mostrar seu lado bom. É sua meta. Combinado?' Ele respondeu que sim. Estávamos de acordo. Uma semana depois, a escola promoveu um passeio à exposição Diálogos no Escuro (ambiente em que se simula o cotidiano dos deficientes visuais), na cidade de Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo. Esse estudante foi. Para minha surpresa, quando estávamos no escuro para conversar com os guias cegos, ele fez as melhores perguntas. Queria saber se os guias eram vaidosos, como era o dia-a-dia deles etc. No fim do programa, um deles perguntou o nome do aluno e disse: 'Eu enxergo muitas coisas boas em você'. A reação do estudante foi incrível. Ele me disse, comovido: 'Puxa, o cara não enxerga, mas viu minhas qualidades'. Essas situações trazem um efeito positivo para toda a vida da pessoa.

Para fazer parte do convívio dos estudantes, chego meia hora antes do início das aulas, às 7 da manhã. Acho que o orientador não pode atuar só em classe, por isso acompanho a circulação no pátio, nos intervalos e nas atividades de grupo fora de sala. Estou sempre circulando entre eles.

Além disso, temos um encontro semanal com cada uma das turmas. Funciona como se fosse uma aula dentro da grade curricular, mas tem uma especificidade de temas. Por exemplo, do 6º ao 9º, eles passam pelo Projeto Vida e Saúde, no qual discutimos questões como alimentação, drogas, sexualidade, mídia e relação com o corpo.

No 7º ano, trabalhamos a entrada na adolescência. Nesses encontros, elaboramos cartazes com três colunas (eu critico, eu solicito, eu quero discutir) em que os estudantes, de forma anônima, colocam os fatos - sempre os fatos. Então, conversamos sobre cada assunto por categoria (respeito entre eles, uso inadequado do espaço etc.). As soluções vêm do grupo.

Todos pensam sobre como têm administrado os próprios conflitos. Incentivamos a formação de uma pessoa crítica, sempre em conjunto com o professor e a família."

Ponte entre a turma e os professores
Foto: Danisio Silva/Tempo Editorial
Foto: Danisio Silva/Tempo Editorial

"Sou Lidnei Ventura, orientador da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes. Aqui, na rede pública de Florianópolis, a portaria nº 6 de 2006 estabelece uma proporção entre os orientadores educacionais e o número de alunos por escola. Muitas vezes, como no meu caso atualmente, esses profissionais acumulam a função com a coordenação pedagógica.

Moderamos as relações na unidade de ensino, verificando problemas e buscando soluções conjuntas. Tudo isso sem perder de vista o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Por isso mesmo, nosso contato com os professores tem de ser muito próximo.

Como temos 750 alunos na unidade, a demanda é bem grande. Recebo diversos tipos de situação, como casos de indisciplina, dificuldade de aprendizagem e baixa frequência. Às vezes, observo um descompasso entre o docente e a história das famílias. Nesses casos, cabe a mim fazer a ponte.

No ano passado, por exemplo, os educadores vieram me avisar, preocupados, sobre um aluno que estava vivenciando a separação dos pais: 'Lidnei, ele parou de vir à escola'. Acontece. A criança fica perdida nessa hora. Não está pronta para passar por aquilo e pode até desistir dos estudos por causa disso.

Eu e os professores nos juntamos para estimular o estudante a voltar para as aulas - afinal, estávamos perto do fim do ano escolar. Ligamos para os pais, pedindo que eles continuassem a trazê-lo. Conversamos individualmente com os amigos mais chegados ao rapaz para que eles pudessem de alguma forma ajudar. Queríamos, além de tudo, incentivar a solidariedade entre eles.

O resultado foi incrível. Pouco a pouco, o aluno foi voltando à escola. Se não fossem os educadores atuantes, fazendo essa ponte com a orientação, perderíamos o jovem. E ele ficaria atrasado nos estudos.

Toda essa interação com os professores é feita no dia-a-dia ou durante as reuniões pedagógicas trimestrais e de planejamento (mensais), quando discutimos também as temáticas que têm a ver com o cotidiano educacional na escola, sempre buscando ajudar o docente a encontrar o melhor caminho para o aluno.

Do 1º ao 5º ano, o professor é quem passa para o orientador as informações sobre os alunos, já que é possível manter um contato mais individualizado com a turma. Do 6º ano em diante, existe uma dificuldade maior. Até o docente conseguir identificar os problemas de aprendizagem, leva tempo. Por isso, preciso ajudá-lo, contando a história de cada aluno, as dificuldades ou habilidades, quem é a família e quem devemos chamar à escola em caso de complicações. São dados que levanto em conversas que tenho com cada jovem em outros momentos.

Outra questão é que acredito ser fundamental o contato dos professores com os pais. Nossa unidade não é uma ilha. É preciso discutir em conjunto o desenvolvimento das crianças. Com esse objetivo, programamos alguns eventos de interação - previstos para esse ano. Queremos chamá-los para alguns ciclos de palestras sobre as problemáticas da adolescência. É o nosso desafio em 2009: desenvolver projetos que tragam a comunidade para dentro do espaço da unidade de ensino de forma planejada e produtiva."

Os pais como aliados no ensino dos filhos
Foto: Tamires Kopp/Print Maker
Foto: Tamires Kopp/Print Maker

"A EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, em Porto Alegre, foi uma conquista da comunidade do Morro Alto - que se mobilizou pela construção da escola junto à prefeitura. Por isso, o entorno está muito presente em nosso dia-a-dia. Tudo isso representa uma satisfação para mim, Suzana Moreira Pacheco, orientadora da unidade.

Como forma de perpetuar essa relação, sempre busco prestar apoio ao professor, ao estudante e à família. Junto aos pais, particularmente, promovo entrevistas e acolhimento de alunos que estejam chegando. Participamos ainda de fóruns ligados à proteção da criança e do adolescente e realizamos grupos de reflexão com a comunidade.

Tenho muitos casos interessantes que mostram o sucesso do trabalho. Um deles é o de uma família bastante carente que chegou à comunidade. Eles viviam em situação muito precária, num ambiente de dois cômodos com cinco filhos, uma matriculada em nossa unidade. Além disso, a mãe, Lusia Flores Machado (que aparece comigo na foto), nem sempre se entendia com a gente.

Em poucos dias, a aluna começou a faltar. Não pensei duas vezes: fui até a casa da família buscá-la. Às vezes, chegava e eles me diziam: 'Ela se atrasou hoje...' Eu respondia que não tinha importância. Esperava que eles a aprontassem e levava a menina para a aula, mesmo atrasada. Cansei de ir buscar essa aluna em sua residência.

Depois, o problema virou o material escolar. Vira e mexe, ela chegava sem nada para anotar. O fato é que todas as pessoas da família utilizavam o caderno. Ela, com 7 anos, não conseguia se organizar naquele espaço. Cheguei a sugerir que ela guardasse as coisas em uma caixa. Aos poucos, consegui pontuar com a família a importância de cuidar do material.

Ao mesmo tempo, acionei um trabalho em rede com outras instâncias, como o posto de saúde e a assistência social. Consegui que a família participasse de um programa de auxílio do governo. Isso para que eles tivessem uma estrutura mínima para que as crianças pudessem frequentar a escola.

Recentemente, essa mãe me procurou, avisando que tinha conseguido um trabalho e que não conseguiria mais levar um dos filhos, um aluno com deficiência, ao serviço da prefeitura para a educação inclusiva. Para ela, a prioridade era colocar dinheiro em casa, mas juntas encontramos uma alternativa, conciliando os dias da semana e os horários do serviço com o novo emprego. Nesse caso, ela fez tudo o que podia. Cabe ao orientador, dentro dos seus limites e com cuidado, ajudar a pessoa a enxergar a saída e acionar os recursos disponíveis."

Fonte: ASFOE